Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

Homossexualidade...

Tenho um amigo meu que é gay. A principio achei estranho pois nao estava à espera e ninguem desconfiava de nada... Agora acho normalissimo e nao me faz nenhuma impressão nem nada parecido... Mas muita gente que conheço, nao pensa como eu, ha ate quem considere uma doença! Acho que cada pessoa tem direito a pensar o quer, por isso vim informar-me e encontrei alguma informação, e como o saber nao ocupa lugar...

Adolescentes e homossexualidade

A questão da homossexualidade não é nova mas foi principalmente na última década que se verificou um crescente interesse no seu estudo e análise. E não é por acaso que isso acontece, nas sociedades ocidentais - e falamos apenas delas - neste dado momento concreto. O emergir da discussão sobre os direitos individuais e o maior respeito pelas determinações e orientações de cada um, a introdução da questão "HIV", bem como os dados científicos baseados na evidência, permitem debater este assunto com maior lucidez, objectividade e sem tantos preconceitos como os que, nas sociedades ditas "ocidentais", impediram durante muito tempo uma leitura imparcial e rigorosa da questão.


Como definir "homossexualidade"?


Provavelmente, cada Leitor terá a sua própria definição do que é a homossexualidade, se é apenas dizer que uma pessoa do mesmo sexo é bonita ou interessante, ou assumir publicamente a sua preferência por um companheiro do mesmo género. E aqui convém dizer que falamos de ?género? e não de ?sexo?, que são coisas ligeiramente diferentes, dado que têm a ver com o papel e a representação psicológica e social, e não exclusivamente com a anatomia.

Em todo o caso, pode-se designar homossexualidade como a atracção sexual, emocional e afectiva de pessoas de um género por pessoas do mesmo género, como parte de um continuum da expressão sexual. Muitos adolescentes têm relações homossexuais como parte da sua aprendizagem, experimentação e conhecimento do corpo. Por outro lado, muitos dos homens e mulheres homossexuais tiveram as suas primeiras experiências durante a adolescência, tendo sido no final desta que as suas determinações e opções se consolidaram. De qualquer forma, este tipo de relações nesta idade não tem qualquer ?valor predictivo?.


Os porquês da discriminação


Se sempre existiu homossexualidade nas sociedades humanas, poder-se-á perguntar porquê a reacção de rejeição tão veemente (em algumas sociedades, designadamente as ocidentais, repito, dado que esta questão é pacífica em muitas regiões do mundo). Bom. Sem querer esgotar o assunto, valerá a pena referir duas ou três coisas: por razões que a antropologia facilmente explica, associadas ao desígnio de contribuir "a todo o custo" para a continuação da espécie, esta forma de orientação sexual foi quase sempre reprimida ou pelo menos olhada de esguelha - como, aliás, o era o facto de uma mulher não conseguir ter filhos, o que levava inclusivamente a ser expulsa da tribo ou do clã.
Por outro lado, não se pode ignorar a contribuição decisiva de praticamente todas as religiões e as condenações e culpabilizações inerentes a quem cometia esse "pecado". Finalmente, como os homossexuais representam uma minoria, a maioria que, durante milénios, quis equiparar a verdade universal às suas "verdades" próprias, exerceu essa ditadura que passava pela humilhação e exclusão (e até erradicação) de quem fosse diferente. E ser diferente num assunto "tabú" ainda é mais complicado e gera atitudes mais repulsivamente agressivas.


O mundo está (felizmente) a mudar

Com o evoluir das sociedades, quando hoje em dia não ter filhos já não lança ninguém no opróbrio, quando as liberdades, direitos e garantias individuais são promovidas e não apenas as da comunidade como um todo, a questão da homossexualidade, tal como muitas outras, tornou-se objecto de debate e de discussão. E se, por um lado, ainda se observam frequentemente atitudes segregacionistas e de exclusão (algumas vezes de auto-exclusão), é crescente a tolerância e mesmo a normalidade com que o assunto é felizmente encarado. Para isso tem contribuído a afirmação pública de pessoas e individualidades de várias áreas da ciência e da cultura relativamente ao facto de serem homossexuais. Há uns anos não se admitiria que, por exemplo, um ministro de um governo fosse assumidamente "gay", o admitisse publicamente e continuasse a ser ministro. Hoje já o é, em alguns países.

Não se trata portanto de dizer paternalisticamente que "o que cada um faz é da sua conta" e que "temos que ser tolerantes", mas francamente, de muito mais: o de entender que a sociedade é composta por indivíduos diferentes, na cor, no tamanho, nas capacidades, na orientações sexuais e nas opções e estilos de vida. E se os determinantes dessas diferenças são genéticos, ambientais ou um misto dos dois, dependerá muito do tema e do que a ciência consegue (ou não) adiantar sobre o facto. E consegue muito pouco?

De facto, ainda há não mais do que vinte anos, a homossexualidade era definida como uma "doença mental" por Academias de Psiquiatria tidas como cientificamente irreprováveis - afinal provaram que não eram tão irreprováveis como isso? e o que é confrangedor é ver que, ainda hoje, se assiste a classificações deste tipo.


A homossexualidade não é uma questão de escolha


Cada vez mais se entende que a homossexualidade, como uma das possíveis orientações sexuais, não é uma questão de escolha, ou seja, não se escolhe ser homo, hetero ou bissexual. É-se, apenas e tão só, embora permaneçam desconhecidos os determinantes dessa orientação. O que já pertence ao capítulo das opções pessoais é a forma de comportamento e os estilos de vida que as pessoas, homossexuais (ou não) adoptam, designadamente o tipo de experimentação sexual e o viver (ou não) uma vida com relações homossexuais assumidas. Por outro lado, é bom que fique claro que as experiências homossexuais, masculinas e femininas, durante a adolescência, não são, para a larga maioria dos jovens, um factor predictivo da sua orientação futura.
No que se refere à prevalência desta situação, embora alguns relatórios tenham indicado estimativas, em adultos, de cerca de 4% para os homens e 2% para as mulheres, desconhece-se a taxa na adolescência e estas prevalências variam enormemente de região para região e de comunidade para comunidade, muito dependente do grau de aceitação social e até político.


As mesmas necessidades e padrões de desenvolvimento


Os adolescentes homossexuais partilham os mesmos padrões de desenvolvimento dos seus congéneres heterossexuais, designadamente o estabelecimento de uma identidade sexual, a decisão sobre os comportamentos, a gestão dos afectos, as opções relativas a ter ou não relações, de que tipo e protegidas ou não, etc. Os riscos que correm, relativamente às doenças de transmissão sexual, como a infecção a HIV ou outras, exigem as mesmas estratégias de educação para a saúde. Assim, os cuidados antecipatórios que se debatem com qualquer adolescente não devem excluir nenhum, independentemente das suas opções e orientações que, como se afirmou, podem até não querer dizer coisa nenhuma em relação ao futuro. Por outro lado, e como já referimos, sendo uma minoria na sociedade os homossexuais estão sujeitos a uma pressão social e a um "empurramento para a clandestinidade" que pode trazer um menor acesso aos serviços, um maior desconhecimento da informação credível e de rigor e, também, um aumento dos problemas psicológicos e sociais, numa adolescência já pontuada por dúvidas, angústias e "duelos" entre modelos de vida, de comportamentos, de relações e de concepções de sociedade.


Problemas a vários níveis?


Os problemas psicossociais derivam fundamentalmente do fenómeno de exclusão, vergonha (é preciso ver que ainda vivemos em sociedades onde os conceitos religiosos, mesmo nos não praticantes e não crentes, tem um peso extraordinário em pequenas coisas do dia-a-dia, mesmo que já não nas grandes decisões e opções), estigmatização social, hostilidade, etc. Aliás, não é por acaso que o risco de suicídio é muito superior para os adolescentes homossexuais, mesmo descontando outros factores do contexto social que possam também ser geradores de situações depressivas.

Muitas vezes, o comportamento exibicionista, associado a uma vontade de afirmar que "também se faz parte da sociedade", afasta e segrega mais as pessoas - mas é paralelo e "tão sem graça" como o comportamento exibicionista de um par heterossexual.
É fundamental, assim, ter uma atitude de instilar segurança à medida que os adolescentes formam a sua identidade sexual, sem rotulações precoces e imediatistas. Há uma evolução no processo de orientação sexual e, tal como para os adolescentes heterossexuais, não podemos confundir relações sexuais com sexualidade. A questão dos afectos é fundamental, dado que a expressão desses mesmos afectos é socialmente mal vista e pode limitar os impulsos amorosos que, se fosse o caso de um par heterossexual, até poderia ser motivo para uma fotografia ou um cartaz socialmente e esteticamente (e politicamente) "correcto".


A família e a sociedade


Não é apenas a nível da sociedade que um adolescente homossexual encontra problemas, pelo contrário. A nível da família e do grupo de amigos as atitudes hostis e de incompreensão, ou de humilhação e até agressividade podem ser a regra. O desprezo a que podem ser votados leva, muitas vezes, a sofrerem assédios, ataques e outros tipos de situações, desde "partidinhas dos colegas" e brincadeiras de mau gosto até violência inter-pares. Por outro lado, a estigmatização e os preconceitos podem impedir uma socialização completa, com repercussões no desenvolvimento (a todos os níveis), na escolaridade e no sucesso educativo, e na integração laboral, conduzindo a maior secretismo e exclusão. Não são raros os empregos onde os homossexuais têm que esconder as suas opções afectivas mas, por outro lado, "aguentar" todas as anedotas e piadas relativas às pessoas que se sentem atraídas por outra do mesmo sexo. Todos estes factores levam a que os homossexuais, principalmente os masculinos, sejam mais facilmente "conduzidos" para estilos de vida e opções de maior risco, marginalização e, no fundo, menor realização pessoal, profissional e falhas no seu bem-estar.

Os pais, por outro lado, sentem-se quase sempre frustrados e muitos "nem querem ouvir falar do assunto", fechando as portas ao diálogo e recusando aos filhos adolescentes direitos fundamentais: o da partilha dos seus problemas e o de poderem assumir a sua orientação sem serem por isso penalizados ou até mesmo expulsos do lar. É por isso que é necessário desdramatizar o assunto e falar abertamente nele - afinal, há tão pouco tempo uma coisa tão diferente e tão menor como uma criança ter piolhos era ainda escondida e geradora de vergonha nas famílias?

Temos que evoluír para uma cidadania plena?
É normal na adolescência haver uma certa "ambiguidade" quanto à orientação sexual, resultante não apenas da necessidade de experimentação e de condutas de ensaio, como das várias hipóteses afectivas que se colocam a qualquer jovem. A amizade, por exemplo, pode ser confundida pelo próprio com amor, sobretudo para quem nunca experimentou certas sensações e sentimentos. O que é importante é que os jovens não se sintam culpabilizados ou pressionados, e que tenham acesso às fontes de informação sobre sexualidade, relações sexuais, planeamento familiar, doenças de transmissão sexual, ou seja, exactamente a mesma informação que todos os outros jovens.

As sociedades estão sempre em evolução - veja-se a diversidade de culturas, hábitos e conceitos que existem no mundo (como já afirmei, convém não reduzir o mundo ao que se faz e vive nos países "ocidentais"). Cada sociedade define as suas regras, certas ou erradas, conforme o sentir e o pulsar do momento. Com a rapidez da evolução tecnológica e da comunicação, também os valores e regras se alteram com maior facilidade e em períodos de tempo mais curtos. A discussão dos problemas, aberta e directa, como acontece nas democracias, permite acabar com tabús e situações injustas e de segregação.
A homossexualidade é um dos assuntos que, certamente, sofrerá uma evolução nos tempos mais próximos, no sentido de desdramatizar e de aceitar que nem todas as pessoas têm que ter as mesmas opções, sejam elas determinadas por condicionantes genéticos, ambientais, educativos, sociais ou quaisquer outros. Viver numa sociedade que aceita a diferença é uma forma de promover a cidadania e os direitos individuais e colectivos.

in revista Adolescentes,

 

 



publicado por dreia92 às 14:13
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21 comentários:
De Ritynhaa a 14 de Junho de 2007 às 21:05
Ola =)
Gostei deste post...porque esclarece muitas pessoas. (Que eu saiba) não conheço ninguem gay, mas não tenho problemas nenhuns em lidar com pessoas que fazem escolhas diferentes das minhas, que são de raças, religiões diferentes... Não considero que ser gay seja uma doença e também não acredito que as pessoas são gays 'porque querem'.
Acho que deviamos refelctir um pouco e pensarmos que, tal como os outros nos respeitam, nós deviamos respeitar os outros.

Beijinho'
De Rui Almeida a 14 de Junho de 2007 às 23:16
Felizmente que as coisas estão a mudar. Gosto muito de saber que és compreensiva, e que tens essa tolerancia.

Já agora, adicionando algumas informações ao post, visto que graças a este amigo me andei a informar dos direitos judiciais actualmente concedidos aos homossexuais.

Na revisão à consituição Portuguesa, em 2004, o artigo que diz respeito à discriminação sofreu uma emenda e foi adicionado no final "e orientação sexual". Isto quer dizer que qualquer individuo (considerando instituições como individuos colectivos) nao pode discriminar os homossexuais/transsexuais (englobando nestes todos os niveis de bissexualidade e panssexualidade). Porém a propria legislação é anti-constitucional: A lei que regula o casamento civil diz que o casamento é uma instituição entre dois individuos de sexos opostos, discriminando assim os casais homossexuais.

Isto para não falar de casos de discriminação na propria rua (quem nunca ouviu um dos famosos "Olhó p********!") e mesmo pela parte das autoridades "supostamente" competentes. Muitos homossexuais, após serem, de algum modo, vitimas de crime, ao fazerem queixas à policia, se forem acompanhados pelo namorado/a (de mãos dadas, ou se se der alguma outra demonstração de afecto) são discriminados, sendo as suas queixas postas debaixo da secretária.

Quem se quizer informar mais sobre o tema tem a rede ex-aequo, em http://www.ex-aequo.web.pt

A rede é uma associação de apoio a homossexuais, composta por estes e por simpatizantes. Visitar nao fará mal a ninguem. Recomendo que tirem algum tempo a ler as brochuras e as informações que estão no site, e no forum.
De Marlene Almaida a 5 de Julho de 2007 às 16:43
acho muito bem que alguem possua este tipo de mentalidade e consiciencia face aos homossexuais que afinal de contas sao seres humanos iguais a todos os outros. muito bem as minhas felicitaçaoes
De Ana a 30 de Outubro de 2012 às 23:32
Eu tbem acho que os Heterossexuais são seres humanos iguais a todos os outros, têm os mesmos direitos que os Homossexuais sim senhor!
De carlos a 11 de Julho de 2007 às 16:25
Olá! de blog em blog,vim cá parar. Sou gay,tardiamente assumi isso para mim, mas sou e é muito simples a minha defenição, sou um homem como qualquer outro, com principios,valores,amigos,familia,etc e quegosta de outros homens, esta á a unica diferença entre mim e os heterossexuais. Não somos melhores nem eles o são.Lamento e muito que a maioria das pessoas não sejam como tu, é muito importante ter pessoas assim como tu por perto, e neste caso há outra diferença, acho que um gay precisa mais dos amigos,mas dos verdadeiros.
Abraço
De Alicia castro a 25 de Maio de 2008 às 00:47
Gostei imenso este post !!!

Estou completamente de acordo :) E se queres que diga eu estou a realizar um trabalho sobre a discriminação sexual e algumas informaçoes deste post vao tar no meu trabalho se nao se importa =)

Eu efectivamente tenho um amigo homossexual e eu nunca tive problemas com ele e apesar de tudo eu e ele somos super amigos . Com ele aprendi muita coisa , ele percebe me , entende me , ouve me . Ele nao tem nda de diferente em relaçao aos heterossexuais apenas gosta de pessoas do mesmo sexo k ele. E até curto bues a sua maneira de pensar , de ser e de agir =D

Mas o que me irrita mesmo e ver gente a goza lo sem nem o conhecer e eu quando tou com ele protego o e mando vir com aqueles que se metem e gozam. Eles que lhe gozam e vao ver o que é a dor.

Mas espero que as pessoas abrem essas mentalidades e crescem e k apercebam se que no final de contas nao somos assim tao diferentes como eles acham. E podemos aprender muito com pessoes com horientaçoes sexuais diferentes das nossas.

Continuaaaaa....
De vanessa a 14 de Junho de 2008 às 21:32
olá..
sou lésbica,tenhu 15 anos.
sofro desde meus 12 anos com o fato de gostar de maninas..
a pouco tempo gosto de uma amiga minha,apesar dela ter ficado com outras garotas e de saber que gosto dela,ainda não trocamos afeto gay,seme entendem.
não sei como continuar vivendo com isso,é muito dificil.
como contar para a familia??
algumas amigas minhas ja sabem,e não falam muito sobre o assunto!!
preciso muito de uma ajuda,estou numa fase em que ja não aguento mais.
gostar do corpo de outra menina,de uma amiga sua,é dificil.
não deixar o coração disparar quando uma amiga senta no teu colo ou ti beija no rosto,até mesmo no vestiario da escola,é inevitavel não querer olhar.
eu realmente não queria isso.
me ajudem.obrigado!
respondam-me através do meu e-mail.
nessa_valesi@hotmail.com
De Nuno Aer a 8 de Julho de 2008 às 18:10
É realmente triste saber que a discriminação no nosso país é mesmo muito grande. E é muito mau saber que nem as autoridades nos ajudariam caso fôssemos vítimas de ataques motivados pelo preconceito, o que leva a que as pessoas homossexuais ocultem ainda mais a sua orientação.
Infelizmente cá em Portugal, a meu ver, os tipos de preconceito que mais existem são os relativos à orientação sexual e à religião.
É bom saber que alguns tipos de preconceito já estão a cair, mas ainda há muito a fazer, muito "sangue a derramar", para que o País possa ser um país verdadeiramente livre, onde as pessoas possam viver de acordo com o seu próprio pensamento. É bom saber que existem pessoas com a mesma maneira de pensar que tu, e que na guerra contra o preconceito, este último começa a fraquejar!
De alexandra a 16 de Julho de 2008 às 15:35
Boa tarde a todos..
sou homossexual e nao tenho quaisquer problemas com isso..assumo perante toda a gente..como digo varias vezes a opiniao dos outros a mim nao me importa,os meus amigos,familiares conhecem-me e sabem a pessoa que sou e nao é pelo tipo de orientaçao sexual que tenho que irei mudar..
sou feliz assim :D
De Tiago Gomes a 8 de Outubro de 2008 às 02:57
Petição "SIM à liberdade e à igualdade no dia 10 de Outubro"

Peço que assinem e divulguem a seguinte petição:
http://www.peticao.com.pt/liberdade-e-igualdade

As razões são evidentes.

Desde já obrigado.

Com os melhores cumprimentos,
Tiago Gomes
De sara a 2 de Novembro de 2008 às 04:44
sou bissexual desde os meus 13 anos, mas so realmente me apercebi desse facto aos meus 15 anos, quando descobri que estava apaixonada por uma das minhas melhores amigas desde os meus 13 anos. foi um processo complicado, pois sentia coisas, tanto fisics como piscologicas que nao conseguia explicar nem definir. era complexo para mim estar com ela pois sentia vontade de algo mais fisico representativo dos meus verdadeiros sentimentos, mas nao podia demonstra lo pois ela é e sempre foi hetero. contei-lhe e durante cerca de um ano ela esteve em fase de aceitacao, foi mto duro para mim e sofri bastante, sobretudo porque muito pouca gente sabia e n sabia como agir, cmo reagir, cmo me defender. tentei inibir-me, tentei esquecer, pensava que era so com ela, pois tinhamos uma amizade mto especial e profunda, pensei que estava a confundir devido a grandeza da amizade, tentei lutar contra mim mesma , tentei ser diferen te e tornar me heterossexual devido a pressao da sociedade, devido aos preconceitos, devido aqilo que é considerado socialmente e moralmente mais correcto. mas com o tempo, apos um longo processo de duvidas e sofrimento acabei por compreendr que gostava tanto de homens cmo de mulheres. penso que é algo genetico, mas penso igualmente k e algo k depende do contexgto social, psicologico em que o ser humano se desenvolve. na minha infancia, tive uma enorme desilusao com o meu pai, e por ele ser um simbolo para mim acabei por criar uma certa aversao aos homens, no fundo foi um trauma que nunca superei, e isso fez com que depositasse nessa minha amiga o papel de me dar aqilo k o meu pai nunca me tinha dado. e ela realmente fe -lo, e acredito fielmente k isso tenha contribuindo para que me apaixonasse verdadeiramente por ela. criei uma obecessao por ela e entrei em depressao, da kal estou pratikamente curada ( depressao ) . quando pensava k este sentimento era so por ela descobri que nao, quando me voltei a apaixonar por outra rapariga, e ai compreendi que de facto me sentia atraida por mulheres. quantas vezes olhei para mulheres pelas kais me sentia fisikamente atraida e nao percebia porque? tentei evitar, tentei negar, tinha vergoonha e axava me horrivel, apesar d no fundo saber k n o era, mas o contexto social em que estava inserida levava me a crer k este era o pior erro de sempre.hoje em dia aceito - me e gosto de mim como sou e apesar de a minha mae n aceitar mto bem o que sou e da minha familia dizer k e apenas uma fase k vai passar da adolescencia, eu tenho a certeza que nao, ate porque quero muito mais construir uma vida com uma mulher do que com um homem. os homens sao interessantes tanto a nivel fisico como psicologico, mas completa me emocionalmente mt mais uma mulher pelos seus parametros de personalidade. a nao ser k um dia me apaixone seriamente por um rapaz, tal cmo ja acontceu, sei que no fundo so serei realmente feliz ao lado de uma mulher. e nao me importo com as consequencias disso. porque tenho aprendido que o mais importante e ser feliz e viver em paz comigo mesma. chega de me inibir e de ser hipocrita, eu sou o que sou e as pessoas que estao do meu lado aceitam me e gostam de mim e isso e o mais importante. nao sou completamente assumida e nao conto a toda a gente pois tenho a plena consciencia das consequencias que essa atitude acarreta e como nao pretendo sofrer mais do que ja sofri ate agora, prefiro resguardar me e proteger- me. os homossecxuais, quando assumidos, tem uma tendencia inata para quererem mostrar a todo o custo que gostam mesmo de mulheres ou homens e acabam por ter comportamentos promiscuos , desrespeitadores e na minha opiniao infantis. eu nao sinto essa necessidade de afirmacao. acho que tudo trem o seu peso e medida e se queremos ser aceites como iguais aos heterossexuais devemos agir como eles. e nao ser diferentes deles. porque os heterossexuais nao andam ai a revoltar se todos e a provokar ngm pa mostrarem quem sao. sao e prnto, e e assim k deve ser. agora cmo e obvio e natural k a partir do momento em que nao somos mto bem aceites na sociedade, sobretudo na portuguesa, e normal k haja uma certa necessidade para kerer mostrar aos outros k estamos certos e k nao somos nenhuns doentes e eu propria sinto me revoltada quando vejo alguem a gozar ou a criticar os homossexuais. :)
De sara a 2 de Novembro de 2008 às 04:59
depois ha outra teorica que me suscita alguma curiosidade e interesse. apesar de hoje em dia estar comprovado que os homossexuais nao sao mais depravados , promiscuos e com maior libido sexual que os heterossexuais, daqilo que conheco e me tenho apercebido pelas minhas proprias experiencias bem como pelas dos outros e pelas pessoas que observo, tenho reparado e chegado a conclusao que de facto os homossexuais tem uma certa tedencia para ser masis promiscuos que os heterossexuais. e obvio k nao podemos generalizar, mas atraves de uma analise que tenho feito ao comportamento homossexual, tanto bi como puramente gay, tenho visto que de facto tem uma maior necessidade sexual, isto é nao a tem a mais que os heteros, mas mostram que tem mais, sao mais atiradiços, por vezes mais traidores ate, curtem com muito mais pessoas do que os heteros, tem fotos no hi5 de caracter mto mais ordinario e pornografico que os heteros, falam mto mais de sexo do que os heteros. e nao estou de forma algm a critikar ngm, ate pq tbm sou bissexual, mas é um facto, pelo menos no universo de pessoas, que e bastante grande que tenho observado. e suscita me interesse tentar perceber o porque desse acontecimento. sera que é porque normalmente foram tao reprimidos e quando " saem do armario" desinibem se de tal forma que tem necessidade de ter mais , e mais e mais, e de se afirmarem, o que se traduz num crescente desejo sexual? sera que é porque pelo facto de n serem aceitees pela sociedade kerem mostrar a todo o custo que o sao e acabam por desenvolvr um comportamento exagerado nesse mesmo sentido? sera que é algo k se explica genetikamente, psicologikamente ou socialmete? gostava que me dessem a vossa opiniao e que me esclarecessem quanto a este ponto que realmente me suscita bastante interesse. nao quero de modo algm ofender ngm, ate pq em primeiro lugar estaria a ofender me a mim mesma. mas tenho plena consciencia que o que estou a dizer nao e mentira, tewnho provas vivas disso, apesar de saber e acreditar k nem toda a gente e assim, eu nao sou assim por exemplo. aceito opinioes contrarias e divergentes desde que bem fundamentadas. o mais importante para mim e que me expliquem realmente isto, axo bastante curioso. obrigada.

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