Sábado, 16 de Junho de 2007

Pais "controladores"

 

Já não aguentas mais ter os teus pais a chatearem-te a cabeça, a controlarem tudo o que fazes. Calma, os pais são assim mesmo. Se na tua casa reinasse a mais perfeita paz e tranquilidade e não houvesse ninguém para te fazer perder o juízo, os teus pais não seriam teus pais. Seriam extraterrestres. Para conseguires evitar os constantes desentendimentos que acontecem em tua casa, tens que aprender a conquistar a tua independência aos poucos.

O pior é que, por muito que tentemos explicar isto aos nossos pais, parece que não lhes entra na cabeça! Tudo bem, nós sabemos que só fazem o que fazem porque têm a certeza que é o melhor para nós... E pensando bem, até tem uma certa lógica: eles têm mais experiência de vida...

Com as justificativas mais variadas ("Eu sei o que é melhor para ti, meu filho" ou "O meu filho não vai precisar passar por tudo o que eu passei"), tentam controlar o presente e o futuro da prole como uma forma de resolver as próprias frustrações e/ou realizar os seus sonhos.

Dão opiniões em tudo: a roupa que devemos vestir, a forma como devemos cortar o cabelo, o tipo de profissão que devemos escolher, enfim, tudo! Mas é a gota de água quando começam a tecer comentários à nossa cara-metade. Aí não é que já se torna difícil aguentar a ingerência! (mas, se pensares bem, quantas vezes não fizeste, também tu, comentários não solicitados a questões mais ou menos pessoais da vida dos teus pais...)

O facto é que estamos no século XXI e essa história de relações aprovadas pela família já não pega! E se com um(a) namorado(a) chato(a) podemos nós bem, em relação aos pais a coisa muda de figura.
Não aprovar o namoro do(a) filho(a) sem sequer "investir" um tempinho para conhecer essa pessoa que o(a) faz tão feliz não está certo!
É por essas e por outras que apresentar algum(a) namorado(a) aos teus pais é um "atrofio". Ficas tu e fica o(a) namorado(a) com medo da reacção deles. Tens que tentar entender. Para eles, não passas de um bebezinho que nunca vai crescer. É difícil para eles saberem que terão que te dividir com outras pessoas. Mostra-lhes que não os trocaste por ninguém, demonstra o teu carinho. E de vez em quando, leva o(a) teu(ua) namorado(a) a um desses programas familiares.

Esta situação é difícil, mas a melhor coisa a fazer é dialogar, conversar com os teus pais, ser honesto(a) e dizer sempre a verdade. Procura deixar bem claro que gostas dessa pessoa e que queres namorar a sério, que não é só farra. Diz-lhes também que lhes queres apresentar a questão, que não queres esconder nada.

Mas o(a) teu(ua) namorado(a) tem de ajudar, afinal de contas ele(a) não vai querer namorar com uma pessoa cujos os pais não o(a) deixam nem sair de casa. Mas tens que conversar com ele(a) e, se gostar de ti de verdade, vai estar ao teu lado, podes ter certeza.

Assim, ele(a) só tem de se aproximar dos teus pais e conquistar a sua confiança mostrando-se uma pessoa educada, simpática e com boas intenções; é claro que não se recomendam "cenas escaldantes" pelos cantos da casa pois se alguém vê, é a "morte do artista".... A situação poderá ficar complicada.

Se mesmo assim, os teus pais não gostarem da ideia do namoro, mas se vocês gostarem realmente um do outro e não se deixarem influenciar, insistam de forma responsável. Verão que há boas probabilidades (é claro que poderão precisar de grandes doses de paciência e persistência) de ficarem juntos e felizes. E os pais podem nem gostar muito, mas terão que respeitar e aceitar porque vocês mostraram que merecem respeito pelo que são e pelo que sentem.

Mas também há o reverso da medalha. Quando se está apaixonado pensa-se que é para sempre. Ah, o amor é lindo! Queremos estar sempre com a pessoa que nos faz sonhar e para isso não nos importamos de viver em função desse amor.
Não soa mal, pois não? O pior é que este tipo de relações envolve a família. Outra coisa não seria de esperar... Afinal, se passas a vida em casa da tua cara-metade (e/ou vice-versa) é normal que os pais de ambos sintam que têm algum direito em "ter uma opinião".

Estando tu envolvido neste género de relação tão intensa, imagina que tu ou o(a) teu(ua) namorado(a) decidem acabar o namoro. Tens logo os teus pais a atormentar-te, a dizer que não o devias fazer, que o(a) teu(ua) namorado(a) é a pessoa ideal para ti, blá, blá, blá... Por outro lado, tens a tua "sogra" a telefonar para casa a dizer que o(a) seu(ua) menino(a) está muito triste e a pedir para lá ires a casa... Pois é, não é fácil!

A única coisa que tens a fazer é marcar os limites, deixar bem claro onde é que os pais (e o resto da família; sim, porque toda a gente gosta de meter a sua colherzinha nos assuntos dos outros...) podem e onde não podem interferir. E isso só se consegue se provares, por A mais B, que és responsável e consegues resolver os teus problemas sozinho(a).

Se souberes conversar, se souberes quando avançar e quando recuar, torna-se muito mais fácil conquistar a confiança dos teus pais. Basta não meteres os pés pelas mãos e, sobretudo, não começar a gritar e bater com as portas - Não é por ái! Mostra alguma maturidade e verás que (algum dia) serás tratado(a) como um adulto.

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publicado por dreia92 às 15:32
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Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Sim ou não?

Nao sei se isto será um tema para se pôr num blog,mas penso que num blog devemos escrever, de uma certa forma transmitir, tudo aquilo em que pensamos, sentimos, mostrar a nossa maneira de pensar... E sendo assim, porque nao começar por um tema tao polemico como este e que durante estes ultimos dias tem sido mais falado do que o costume, devido ao referendo...Sim, estou a falar do aborto. Pessoas que dizem sim, outras dizem não. Grupos de pessoas, umas de cada lado a defender a maneira como pensam, a defender por vezes os seus interesses... Penso que todas as pessoas devem ter direito a pensar de acordo com a sua maneira de ser e que ninguem deve ter nada a haver com isso... De uma certa forma, por vezes somos criticados por termos uma maneira de pensar um pouco diferente das outras pessoas, o que nos leva a muitas vezes calarmo-nos, nao dizendo o que achamos so para nao sermos repreendidos pelas outras pessoas... E penso que quando se discute o aborto acontece muito isso: Uns dizem ser a favor, outros dizem ser contra!Tento fazer acreditar a outras pessoas que os vêm que eles é que têm razão e levá-las a votar ora no sim, ora no não. Queria que aqui, dissessem o que pensam acerca deste assunto que nos leva a todos, tanto àqueles que vão ter de votar como àqueles que nao vao puder participar (como por ex. eu)... Mas se me perguntarem de que lado estou, se diria sim ou nao, se sou favor ou contra eu apenas diria que ao contrario de muita gente que conheço (maior parte das pessoas) se pudesse diria SIM, porque este sim, é apenas um sim e nao pode ser intepretado como "a favor" porque ninguem neste mundo é a favor de matar um ser, de matar uma criança , um bebé...Sou a favor de um sim porque quem quer fazer um aborto ira continuar a fazer , quer seja legal ou nao... Quem tem dinheiro vai a Espanha, lá pode fazer com condições (e ALGUMA desta gente que vemos na televisao  que é contra ja fez um, ou ja levou outra pessoa a fazer) ou em Portugal onde pode ficar com bastantes problemas devido à maneira de como foi feito... Sinceramente acho que algumas pessoas têm de perceber uma coisa: Uma mulher nao faz um aborto por desporto!!!!!!Nao ha ninguem que ame mais o filho que vai nascer do que a mae! Mas todas as maes querem dar aos filhos as minimas condiçoes de vida, querem dar-lhes aquele amor de que qualquer criança precisa... Nao querem que um dia os filhos (como muitas vezes acontece pessoas que nao queriam ter os filhos e que acabaram por ter) apareçam na televisão por terem aparecido num caixote de lixo, por terem sido maltratados, violados.... Porque um filho que nasce sem ser desejado, em principio, nao vai ser uma criança feliz. Um filho que nasce numa casa onde nao lhe vao puder dar de comer, nao pode ser uma criança saudavel! Um filho que nasce para ser entregue numa instituiçao DIFICILMENTE sera uma criança feliz ( eu sei que ha quem defenda que sao muito felizes...mas vao a uma instituição e tentem ver aqueles sorrisos que nos mostram quando lhes damos um carinho, um beijo, um abraço, a felicidade que sentem nesse momento, como se estivessem a receber o melhor presente da vida deles!! E isto porque muitas vezes sao privados destes pequenos momentos...Mas tambem ha casos diferentes: Ha casos em que as crianças sao muito felizes,mesmo ao principio nao terem sido desejadas... É apenas a minha maneira de pensar e por isso pedia que dissessem a vossa maneira de ver este assunto que podemos por vezes pensar que nao temos nada a haver com aquilo, sao problemas dos outros...Mas nao sao! E por vezes ha pessoas que apenas percebem isso quando os problemas lhes batem à porta....

 

 

sinto-me:
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publicado por dreia92 às 21:06
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